segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Por que o posicionamento da Globo incomodou parte da esquerda?

 A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói homenageou o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A partir desse momento, o desfile deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou também a carregar dimensão política.


Diante desse cenário, a Globo parece ter adotado uma postura mais cautelosa, priorizando critérios editoriais e gestão de risco institucional em um ambiente pré-eleitoral. Em contextos assim, grandes veículos tendem a evitar interpretações de alinhamento, sobretudo quando o conteúdo artístico dialoga diretamente com figuras do cenário político.


O incômodo de parte do público revela menos surpresa com a emissora e mais a expectativa de que a cobertura abrace determinadas leituras quando estas convergem com convicções específicas.


Mas há um ponto maior. O Carnaval brasileiro nunca foi apenas espetáculo. Desde as marchinhas irreverentes do passado até os enredos contemporâneos, a avenida sempre funcionou como vitrine de crítica social e política.


Se essa dimensão crítica faz parte da própria tradição carnavalesca, então o debate sobre sua cobertura midiática, inclusive em ano político, é não apenas cabível, mas inevitável.


Por Tasselo Brelaz 

Bacharel em Filosofia 


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Tasselo Brelaz é graduado em Filosofia pela Faculdade São Luiz e Pós-graduado em Psicologia Jurid.

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